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BRANCA
(Zequinha de Abreu-Duque de Abramonte)
Há
tempos que a vi,
que eu a conheci...
Ela era linda!
Um primor de amor,
misto de estrela e de flor...
Mas também sofreu,
eu sei, vou contar,
pois li naqueles olhos
cansados de chorar.
De
tarde, ao chegar
os trens, um a um,
ela viu desembarcar
um estranho tentador.
E Branca, a cismar,
num sonho de amor,
ficou logo apaixonada
do mancebo tentador.
Mas,
essa flor
não sentiu florir o amor,
nunca o sentiu florir,
porque ele teve de partir...
Viu embarcar
como um dia, após o amar,
e nunca mais
sentiu o puro amor
do jovem tentador.
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