MUSEU DA SERESTA E DA SERENATA
Conservatória é um mundo de canções de amor, gerado pela serenata, que significa simplesmente a canção de amor cantada pela rua, de preferência em noite estrelada ou de luar. Em 1960, o Museu da Seresta e da Serenata nasceu espontaneamente, para guardar lembranças de músicas de tempos passados, pela rua. Ele vem preservando essa forma de cultura popular e realizando o plano - "Conservatória, em toda casa uma canção". O Museu da Seresta e Serenata, através das canções românticas na fachada das casas, revela também, a alma lírica brasileira, numa mostragem idônea registrada por Conservatória; confirmada pelos turistas, o que originou para o lugar o apelido de Vila das ruas sonoras, atribuido pelo jornalista Nestor de Holanda. Feito de idealismo, o Museu independe de entidades oficiais e empresariais, é particular e informal, tendo proporcionado o desenvolvimento do lugar, com o apoio de jornalistas também idealistas. O Museu da Seresta e Serenata até hoje continua sendo de propriedade de José Borges de Freitas Netto, que o fundou e o mantém, juntamente com seu irmão Joubert Cortines de Freitas. Todos os finais de semana está aberto aos moradores e turistas. A filosofia seguida pelos criadores do Museu da Seresta e Serenata está registrada num trabalho, hoje carinhosamente chamado por José Borges, de Estatuto do Museu, de colaboração de João de Andrade Junior: CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS: 1. O Museu da Seresta, criação dos irmãos José Borges e Joubert de Freitas, é mantido sem ajuda financeira de políticos e empresários; 2. O Museu não reivindica nem aceita colaboração financeira, não compra e não vende nada; 3. O Museu se propõe a preservar a memória da Música de Serenata, cantando pela rua, e do projeto "Em Toda Casa uma Canção"; 4. O Museu não tem representantes, nem vínculos políticos ou comerciais, admitindo solicitações dentro dos parâmetros do seu comportamento; 5. O Museu serve como ponto de encontro dos que cantam, tocam ou gostam de ouvir música de serenata; 6. O Museu não é casa de espetáculo e está aberto a todos os que cultuam a música popular brasileira, não importando se profissional ou amador, voz bonita ou não; 7. O Museu espera dos frequentadores a civilidade de um verdadeiro seresteiro: educação, disciplina, compreensão e nenhuma bebida alcoólica.
No Museu, realizam-se as serestas que antecedem às serenatas feitas nas ruas. Ele se destina a preservar as canções de amor cantadas nas serenatas de Conservatória. "Templo Musical", como já foi chamado, guarda em suas paredes a nossa história, história da música, pedaços de emoções, inspirações de poetas, retratos de várias gerações, lembranças do passado e momentos eternos. Exemplo de perpetuação da memória musical no Brasil. É local de encontro de compositores, músicos, cantores, poetas, pintores, apreciadores e amantes da música popular romântica. No Museu, a acolhida e o respeito são muito grandes; a todos é dada a oportunidade de cantar, declamar ou tocar um instrumento musical; aqueles que têm a coragem de chegar e dar o seu recado, cantando ou declamando, são muito valorizados, pois conseguem, acima de tudo, mesmo envergonhados ou sem ter voz muito bonita, promover e divulgar a nossa música. As pessoas vão chegando, se acomodando e sendo convidadas a cantar pelo seresteiro Joubert, homem de temperamento fino, educado e firme, com alto senso de justiça, que consegue a todos agradar, tornando o ambiente do Museu disciplinado. Depois daquele papo gostoso, descontraído, amigo, onde alguns cantam, contam histórias, tocam algum instrumento, declamam, é chegada a hora da serenata: sair às ruas, tornando-as sonoras. Os seresteiros seguem seu trajeto percorrendo as ruas lentamente, cantando e tocando, e, à medida que a melodia brota e as cordas dos violões vibram, tudo se transforma e todos se emocionam com as belas canções do nosso cancioneiro popular. As estrelas brilham no céu e os seresteiros brilham em Conservatória sob a luz do luar. PROJETO "EM TODA CASA UMA CANÇÃO" 1)
Objetivo: Perpetuar nas fachadas das casas de Conservatória,
através da colocação de placas, as canções
de amor brasileiras que (i) estão consagradas nas serenatas de
lugar e/ou têm um significado histórico-sentimental na
vida do morador. 2) Acervo do Museu: As placas das quais trata esse projeto estão subordinadas aos princípios básicos que norteiam a atuação do Museu, instituídos através do documento "Características Essenciais" do Museu da Seresta e Serenata e tornam-se parte integrante do mesmo, independente do responsável por sua confecção (morador ou museu). Em resumo, o acervo musical que o Museu se propõe a preservar, se estende por todo o distrito, não se limitando às paredes do imóvel em que está situado. 3)
Escolha da Música: 4)
A placa e sua inauguração: 5)
Atribuições do Morador: 6)
Atribuições do Museu da seresta e Serenata e seus integrantes: (Textos elaborados sob a orientação de José Borges de Freitas Netto e Joubert Courtines de Freitas) |
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